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  • 20 de Junho de 2011

    Natal poderá propor cúpula China e América Latina

    jornalhoje_20110620

     

    Artigo de Ney Lopes publicado nesta segunda, 20 de junho, no Jornal de Hoje, Natal/RN. 

    Quer se queira, ou não, a China é um parceiro comercial para o Brasil. Os números da economia mostram isto. Devido ao seu desempenho econômico nos últimos 30 anos, este país é hoje a segunda maior economia mundial, o primeiro produtor manufatureiro e o maior exportador de bens do mundo.

    A recente visita que o vice-presidente da República Popular da China, Xi Jinping, fez a América Latina colocou em pauta a necessidade de repensar as vinculações estratégicas entre os latino-americanos e os chineses. O Rio Grande do Norte poderá ganhar muito na busca do relacionamento mais próximo com os chineses, neste momento em que "um quase" norte-rio-grandense está no Ministério das Relações Exteriores, o ministro Antonio Patriota.

     Refiro-me a idéia do nosso Estado propor a realização de uma Cúpula de Chefes de Estado da China e da América Latina, em Natal, cidade que poderá se transformar em referencia de turismo de eventos, nacionais e internacionais.  Tal iniciativa projetaria mais o RN, do que a sub sede da Copa do Mundo de 2010, restrita a dois jogos de menor importância. Uma cúpula desse tipo daria lugar ao surgimento de uma coordenação de agenda para o desenvolvimento, visando a geração de empregos e novas oportunidades na América Latina, com o aval da China. O evento seria uma ocasião propícia para concretamente atrair investimentos chineses e diversificar o comércio.

    Segundo a CEPAL, a China irá superar a União Européia como segundo mercado de destino das exportações na América Latina até 2015, ficando atrás dos Estados Unidos. Da mesma maneira, o país asiático também poderá superar a União Européia como segunda procedência das importações da região, como observa Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

     Um fato importante é a advertencia do ex-presidente Bill Clinton dos Estados Unidos na VEJA desta semana, ao declarar enfaticamente o óbvio ululante: “o Brasil usa pessimamente seu potencial de geração de energia solar, que, se aproveitado na sua plenitude, evitaria todas as pressões ambientais sobre a Amazonia”. A próposito diz Clinton que “A China está apostando tudo na energia solar não apenas para ajudar a salvar o planeta, mas para que suas empresas lucrem formidavelmente com essa mudança. O país se tornou o maior produtor mundial de células fotovoltaicas”. O Ceará acaba de montar a primeira usina solar da América do Sul para vender essa energia diretamente a grandes consumidores, como indústrias, por esta alternativa a maior vocação para o sertão brasileiro.

    O potencial solar está no nordeste brasileiro. É hora de atrair capitais chineses para fabricação local de células fotovoltaicas, que produzem a energia solar. É preciso fazer isto, antes que outros façam. Se a China optou por esse caminho, claro que é o melhor. No RN os chineses poderão expandir o seu programa energético solar e participar de joint venture na extração de ferro,  exatamente um minério que aqui existe em abundância, sendo fundamental para a próspera industria de aço daquele país.  A alta demanda chinesa por alimentos, energia, metais e minerais  é uma “porta aberta” para parcerias estratégias com o nosso Estado. No caso específico de produção de energia indago: será possível consorciar a produção da  energia solar com a eólica? Se for, melhor ainda.

    A iniciativa do RN partir na frente e propor a realização em Natal da “Cúpula China e América Latina”, com a ajuda do Ministro Antonio Patriota das Relações Exteriores,  abrirá as portas para um futuro promissor, que poderáser a nossa redenção, se associado a possibilidade dos chineses “bancarem” o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, desde que, finalmente, o Estado acorde para instalar no “grande Natal uma área de livre comércio, em função da nossa posição geográfica estratégica.

    Ficam idéia e a sugestão!

    Leia também "o blog do Ney Lopes": 
    www.blogdoneylopes.com.br

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    Ney Lopes – Jornalista; advogado, professor
    de direito constitucional e ex-deputado federal.

    Artigo de Ney Lopes publicado nesta segunda, 20 de junho, no Jornal de Hoje, Natal/RN. 

                Quer se queira, ou não, a China é um parceiro comercial para o Brasil. Os números da economia mostram isto. Devido ao seu desempenho econômico nos últimos 30 anos, este país é hoje a segunda maior economia mundial, o primeiro produtor manufatureiro e o maior exportador de bens do mundo.

    A recente visita que o vice-presidente da República Popular da China, Xi Jinping, fez a América Latina colocou em pauta a necessidade de repensar as vinculações estratégicas entre os latino-americanos e os chineses. O Rio Grande do Norte poderá ganhar muito na busca do relacionamento mais próximo com os chineses, neste momento em que "um quase" norte-rio-grandense está no Ministério das Relações Exteriores, o ministro Antonio Patriota.

                Refiro-me a idéia do nosso Estado propor a realização de uma Cúpula de Chefes de Estado da China e da América Latina, em Natal, cidade que poderá se transformar em referencia de turismo de eventos, nacionais e internacionais.  Tal iniciativa projetaria mais o RN, do que a sub sede da Copa do Mundo de 2010, restrita a dois jogos de menor importância. Uma cúpula desse tipo daria lugar ao surgimento de uma coordenação de agenda para o desenvolvimento, visando a geração de empregos e novas oportunidades na América Latina, com o aval da China. O evento seria uma ocasião propícia para concretamente atrair investimentos chineses e diversificar o comércio.

                Segundo a CEPAL, a China irá superar a União Européia como segundo mercado de destino das exportações na América Latina até 2015, ficando atrás dos Estados Unidos. Da mesma maneira, o país asiático também poderá superar a União Européia como segunda procedência das importações da região, como observa Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

                Um fato importante é a advertencia do ex-presidente Bill Clinton dos Estados Unidos na VEJA desta semana, ao declarar enfaticamente o óbvio ululante: “o Brasil usa pessimamente seu potencial de geração de energia solar, que, se aproveitado na sua plenitude, evitaria todas as pressões ambientais sobre a Amazonia”. A próposito diz Clinton que “A China está apostando tudo na energia solar não apenas para ajudar a salvar o planeta, mas para que suas empresas lucrem formidavelmente com essa mudança. O país se tornou o maior produtor mundial de células fotovoltaicas”. O Ceará acaba de montar a primeira usina solar da América do Sul para vender essa energia diretamente a grandes consumidores, como indústrias, por esta alternativa a maior vocação para o sertão brasileiro.

                O potencial solar está no nordeste brasileiro. É hora de atrair capitais chineses para fabricação local de células fotovoltaicas, que produzem a energia solar. É preciso fazer isto, antes que outros façam. Se a China optou por esse caminho, claro que é o melhor. No RN os chineses poderão expandir o seu programa energético solar e participar de joint venture na extração de ferro,  exatamente um minério que aqui existe em abundância, sendo fundamental para a próspera industria de aço daquele país.  A alta demanda chinesa por alimentos, energia, metais e minerais  é uma “porta aberta” para parcerias estratégias com o nosso Estado. No caso específico de produção de energia indago: será possível consorciar a produção da  energia solar com a eólica? Se for, melhor ainda.

                A iniciativa do RN partir na frente e propor a realização em Natal da “Cúpula China e América Latina”, com a ajuda do Ministro Antonio Patriota das Relações Exteriores,  abrirá as portas para um futuro promissor, que poderáser a nossa redenção, se associado a possibilidade dos chineses “bancarem” o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, desde que, finalmente, o Estado acorde para instalar no “grande Natal uma área de livre comércio, em função da nossa posição geográfica estratégica.

                Ficam idéia e a sugestão!