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  • 21 de Abril de 2012

    Um hotel brasileiro e alemão na Bavária

    Castelo na Bavária

     

    Como no conto da Cinderela, a carioca Giselle Gorian Teixeira Thurm, bicampeã brasileira de patinação no gelo (1984/85), conheceu o seu príncipe encantado, o alemão Erhard Thurm, com 18 anos de idade, quando fazia uma bolsa de estudo na exótica cidade alemã de Schwangau, fronteira com a Áustria, circundada pelos Alpes bávaros e da chamada vista de “um milhão de dólares” dos castelos do Rei Ludwig II, destacando-se o de Neuschwanstein, que inspirou Walt Disney no castelo da “Cinderela”.

    Erhard sempre foi um entusiasta do Brasil e sonhava construir em Petrópolis, no Rio de Janeiro, pista especial de gelo para patinação.

    Giselle à época precisou de emprego e procurou o Hotel Ruebezahl na Bavária (info@hotelruebezahl.de), na cidade de Schwangau, de propriedade de Erhard, que viera no pós-guerra com os pais de cidade no norte da Alemanha, região atualmente pertencente à Polônia.

    O nome “Ruebezahl” lembra um conto alemão, que descreve o personagem como tendo raptado uma princesa que gostava de nabos. Ao colher essas hortaliças, a raptada pediu que o raptor contasse as sementes. Enquanto ele contava, ela escapou.

    No caso de Giselle, ela não escapou e casou em 1990 com Erhard. Deixou de lado o sonho de disputar as Olimpíadas de inverno, até porque não identificou no Brasil nenhum estímulo para os atletas nessa área.

    Abigail Souza (esquerda), esposa do editor, com a carioca Giselle, proprietária do hotel. O charme brasileiro na Bavária alemã. Ela foi bi-campeã nacional de patinação no gelo nos anos 1984/85.   Erhard (na recepção do seu Hotel Ruebezahl), esposo da brasileira Giselle, o hoteleiro alemão que sonhou construir em Petrópolis, RJ, uma pista especial de patinação no gelo.

    Hoje Giselle vive em Schwangau, na região mais turística da Alemanha, cuidando com o esposo do chamado “hotel brasileiro na Bavária”.

    Ele, formado em hotelaria e cozinha e ela graduada em marketing pela PUC-RJ.

    Em parceria, administram os 37 apartamentos – totalmente reformados em 2010 – e um especialíssimo serviço de massagens corporais anti-stress (SPA).

    Exigentes, enfrentam dificuldades na seleção de mão de obra. O mercado comum europeu abriu para imigrantes, porém o idioma é uma dificuldade. Não há salário mínimo na Alemanha.

    Um recepcionista do hotel ganha dois mil euros e um bom cozinheiro cinco mil euros, com férias de seis semanas, sem direito a hora extra e décimo terceiro.

    Abigail com Verena, a massagista do Ruebezahl, que faz tratamentos corporais anti stress, a base de massagens e sais minerais.

    O hotel paradisíaco e aconchegante (www.neuschwanstein-hotel.com) oferta preços razoáveis para um quatro estrelas superior, situado no final da “rota romântica” alemã. O serviço se caracteriza por gentilezas “caseiras”.

    A culinária gastronômica (várias vezes premiada) atrai turistas de todo o mundo. Os cozinheiros da região do Tirol organizam encontros no local para trocar ideias.

    O famoso cozinheiro alemão Witzigmann morou no Hotel e orientou no preparo do “cardápio”. Em setembro e outubro, com a caça liberada nos Alpes, a especialidade é o preparo de pratos de faisão, veado e outros animais que habitam no gelo.

    Ao lado do hotel, o hóspede desfruta das “Termas Cristal” de águas salgadas e quentes, com várias piscinas, sendo possível flutuar como no mar morto.

    Outra opção é visitar as cidades próximas de Garmich, Linderhoof, Oberammergau, Munique (100 km), Innsbruck (Áustria) e Wieskirche, onde está uma belíssima igreja, tombada pela UNESCO, construída no estilo rococó, à margem de campos verdes de fazendas, ao pé dos Alpes, com visão da neve no topo e o céu azul.

    No restaurante do Hotel Ruebezahl, o hóspede desfruta da vista do castelo de Neuschwanstein, do rei Ludwig II. Esse catelo inspirou Walt Disney no castelo da “Cinderela”.

    Também na mesma região estão a “ilha das flores” (acesso em barcos) na cidade de Mainau (www.mainau.de), limítrofe da Áustria, Alemanha e Suíça e o parque de diversão para crianças “Sky line” (www.skylinepark.de).

    Em Schwangau, pequena vila alemã com três mil habitantes, se localiza o castelo privado de Bullachborg, pertencente à família nobre Thurm und Taxis, que possui fazendas no interior de São Paulo (papel e laranja).

    A cidade dispõe de prefeitura, câmara de vereadores, estação de ski e serviços essenciais. Os bombeiros são voluntários que se orgulham de servir a comunidade, em incêndios provocados por combustão espontânea e raios fortíssimos, originários de trovões intensos.

    A energia consumida é eólica, térmica ou gás natural. Praticamente, não se constata violência. Os habitantes dormem de portas abertas. O peixe (trutas e tilápias) é o alimento mais consumido, em razão de criatórios nos sete lagos regionais.

    Veja abaixo alguns flagrantes que retratam a história de um hotel de estilo brasileiro na Bavária, ao lado dos castelos do rei Ludwig II, com o charme de Giselle, “carioca da gema” e do alemão Erhart, que tem profunda admiração pelo Brasil.

    Cenário ideal para produção e filmagem de uma novela brasileira! Fica a idéia.

    Sala de estar “tipo caseiro”, do Hotel Ruebezahl

    A fachada do Hotel com sinais de neve, no final do inverno de 2012.   A belíssima igreja de peregrinação do “Senhor Flagelado”, ao lado dos Alpes bávaros, na cidade de Wieskirche, a 40 quilometros do Hotel Ruebezahl. Essa igreja construída no estilo rococó é tombada pela UNESCO como patrimônio da humanidade.  Afrescos no estilo rococó que adornam a abóbada da nave central da igreja de Wieskirche.

     

    Hotel Rübezahl ****
    Am Ehberg 31
    87645 Schwangau – Horn
    Germany

    Tel. +49 (0)8362 8888
    FAX  +49 (0)8362 81701
    www.neuschwanstein-hotel.com
    info@hotelruebezahl.de