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Como
previsto e visto nas ruas, Micarla de Souza é a prefeita de
Natal, no primeiro turno.
Em
Natal, está composta a nova Câmara Municipal.
O
meu filho, Ney Lopes Jr, se elegeu vereador. Cabe-lhe, agora, honrar
o mandato recebido. Estou convicto que o fará.
Ney
Jr entra na vida pública, por vocação. Formou-se
em Direito e conclui jornalismo este ano na UnP.
Depois
de alguns anos em Washington DC, Estados Unidos, ele concluiu o seu
mestrado em Direito Econômico Internacional, no ano de 2002.
Exerceu
a profissão de advogado em Brasília, onde ainda hoje
mantém escritório instalado e em funcionamento. Advogo
com ele, causas nos Tribunais Superiores. E também advocacia
preventiva e de contratos, nacionais e internacionais.
Ney
Jr está preparado para ser vereador. Fará um mandato
participativo. Ouvirá a população e exercitará
a criatividade, através de propostas inovadoras no plano da
legislação municipal.
Quem
votou nele não perderá o voto.
Quanto
a Micarla de Souza, estou igualmente confiante no seu bom desempenho.
Teve
competência política para aproveitar a “maré
favorável” surgida após o imoral “acórdão”
patrocinado pela Presidência da República e governos
estadual e federal.
Cheirou
mal o entendimento dos “grandes”. Micarla se colocou como opção.
Não desmereço o esforço dos outros candidatos.
Porém, nenhum deles conseguiu crescer no conceito popular.
Até
achei no começo da campanha, que isto poderia acontecer com um
dos candidatos alternativo. Cresceria e chegaria lá.
Veja
o que aconteceu com Gabeira, no Rio de Janeiro e Kassab em São
Paulo. Iniciaram o processo eleitoral “lá em baixo”.
Cresceram
e estão no segundo turno, com chances de ganhar. Kassab ganhou
logo no primeiro turno. É o franco favorito.
Em
Natal, não ocorreu esse fenômeno.
Wober
foi o que mais ameaçou subir. Mas, não conseguiu.
Fez
uma campanha competente. Excelente a sua mídia.
Joanilson
Paula Rego manteve-se numa média estável entre 2 e 3%
por cento.
Não
ocorreu com Joanilson em 2008, o que se verificou com o seu amigo e
ex-correligionário Miguel Mossoró em 2004, quando fui
também candidato a prefeito de Natal.
Recordo
que Miguel Mossoró em 2004 - ajudado pela mídia, OAB e
outros setores - atingiu marca superior a 70 mil votos.
Na
época, o Dr. Joanilson Paula Rego, era Presidente da Ordem dos
Advogados do Brasil – OAB -, instituição a qual
pertenço. Ele deu apoio público a Miguel Mossoró.
A imprensa noticiou que ele assim agia como líder da classe
dos advogados.
Como
era candidato a prefeito de Natal recebi apoios espontâneos de
advogados, protestando pela ação eleitoral pública,
a favor de Miguel Mossoró, de parte do Dr. Joanilson de Paula
Rego. Considerei, entretanto, direito democrático do então
Presidente da OAB a opção eleitoral que fez por Miguel
Mossoró.
Depois
da eleição, apliquei uma minuciosa pesquisa em Natal. O
resultado é que 32% dos natalenses declararam não ter
votado em mim para prefeito (2004), por entenderem que o meu lugar
era na Câmara dos Deputados, como deputado federal.
Optaram
para que continuasse legislador federal e não prefeito de
Natal.
Na
mesma pesquisa, tive excelente índice como possível
candidato a Senador em 2006. Era o que pretendia. Mas se tornou
inviável partidariamente.
Gratificou-me
o resultado da pesquisa, pós eleição de 2006.
No
último domingo, o ex-presidente Joanilson enfrentou Miguel
Mossoró. Ficaram quase empatados em número de votos.
Caso tivessem somado os votos teriam crescido, considerando a
afinidade e a igualdade nos percentuais de preferência
eleitoral.
Voltando
a prefeita Micarla de Souza. Ela será uma boa administradora
em Natal.
Tem
tudo para isto.
Herda
a experiência política do seu pai, senador Carlos
Alberto, de quem fui primeiro suplente no período legislativo
de 1983 a 1991.
Outro
aspecto favorável à nova prefeita de Natal é
pertencer à legenda dos ambientalistas. Sem dúvida,
facilita ações em busca de recursos, sobretudo no plano
internacional.
Micarla
poderá ser boa prefeita. Dependerá dela. Da sua
capacidade de enxergar o que os seus antecessores, infelizmente até
hoje não quiseram, ou não souberam enxergar.
A
montagem do “staff” será o primeiro passo. Nessa
montagem não há milagre. Os convocados ou sabem, ou não
sabem. Têm experiência, ou não têm. Ou são
sérios, ou não são. Inexistirá meio
termo.
Pela
experiência política, a gente conhecerá no
primeiro momento as perspectivas de sucesso do governo de Micarla.
Até porque, toda longa viagem começa com um primeiro
passo.
E
o primeiro passo será a escolha de quem a prefeita eleita irá
recrutar para lhe assessorar.
A
sorte está lançada. Ela ganhou o primeiro “round”.
E bem!
Cabe
na análise do resultado eleitoral natalense, antecipar algumas
conclusões para a eleição de 2010.
Sabe-se
que cada eleição é diferente da outra. Porém,
há algumas relações.
Entendo
que em 2008, o eleitor votou da mesma forma que em 2006. Protestou
contra o acórdão de “contrários”. Aquilo que
em 2006 denominei de juntar “azeite com água”.
Terminei aceitando o acordo que condenara (fui candidato à
vice junto com Garibaldi), por não ter outra opção.
Não podia mais mudar de partido. A lei proibia.
Só
aceitei candidatar-me a vice-governador, porque Garibaldi se
comprometeu em me confiar à execução do projeto
dos meus sonhos, que seria a criação da área de
livre comércio, ao lado do futuro aeroporto de São
Gonçalo do Amarante, o que geraria mais de 50 mil empregos
para os norte-rio-grandenses.
Somente
por isto.
Devo
confessar que sempre tive profundas dúvidas se José
Agripino junto com os Alves teriam sucesso. Vilma em situação
politicamente desfavorável à época recebeu de
“bandeja” esse presente.
Não
estimulo brigas, nem conflitos em relação ao futuro.
Acho
apenas que ficou provado ser impossível a “galera”
aceitar, que o time do Flamengo jogue com a camisa do Vasco da Gama,
ou do Fluminense.
Ninguém
aceita. Questão de coerência mínima. O povo pede
que pelo menos respeitem a camisa e os símbolos!
O
eleitor na urna protestou contra o acordo de José Agripino,
com Garibaldi e Henrique. Vilma se aproveitou disto. Ganhou a
eleição.
Em
2008, a mesma coisa. Micarla se beneficiou do “acordão” e
ganhou a eleição.
E
2010 como será?
Garibaldi
foi nesta campanha municipal o mais esperto de todos. Apoiou aqui e
acolá candidatos do DEM. Noutros lugares discordou da “nova
aliada” Vilma (cite-se o caso do Assu).
Mossoró,
Currais Novos e Pau dos Ferros são exemplos da união
com o DEM.
Até
se entendem certas uniões, no plano municipal. Prevalecem as
questões locais.
Porém,
o que se discute é o desdobramento futuro para as eleições
de Senador e Governador.
Funcionarão
tais alianças?
Em
Mossoró, o povo votará em Garibaldi e Agripino, mesmo
com o atual presidente do Senado tendo feito acordo em 2008 para
destruir politicamente José Agripino e Rosalba, juntos?
Exatamente
isto. Garibaldi, Vilma e Henrique tentaram com o acórdão
atingir mortalmente José e Rosalba. Os dois e não
apenas José Agripino.
Justifica-se
que José e Rosalba voltem a dar as mãos a Garibaldi e
Henrique, ou a Vilma, no palanque de 2010?
Por
duas vezes – em 2006 e 2008 – o eleitor já disse também
que não a tais comportamentos. Deixou claro que “acórdão”,
não.
Será
que os líderes aprenderão à lição?
Ou vão alegar essa história de que em política é
preciso somar?
Muitas
vezes somar significa subtrair. Unir “contrários”,
não soma. Na verdade, subtrai. Está provado isto.
Se
existir “acórdão” poderá repetir-se em 2010,
a mesma rejeição popular que ocorreu em 2006 e 2008.
Mesmo
não existindo, ainda, candidatos de protesto poderão
aparecer. Crescerão eleitoralmente, com certeza. Abre-se um
espaço. Na política todo espaço vazio é
preenchido.
Por
quem? Não sei. Só sei que poderá ser preenchido
tal espaço em prejuízo de Garibaldi, José, Vilma
e da própria Rosalba, que desponta como favorita para o
governo do Estado.
Se
o prejuízo eleitoral não atingir todos os três,
atingirá um, ou dois deles.
Por
exemplo: se Garibaldi matreiramente tiver votos de um lado e de outro
em alguns municípios (Mossoró, Currais Novos e Pau dos
Ferros, por exemplo), ele poderá somar mais do que José
no cômputo final e os eleitos para o Senado serem Vilma e o
próprio Garibaldi.
José
Agripino sobraria.
Ninguém
brinque com a combinação de números, em
matemática.
O
povo não aceita mais a mistura de azeite com água, na
política do Estado.
Para
o bom entendedor, meia palavra basta.
Se
aconteceu em 2004 e 2006, poderá repetir-se em 2010.
Em
Natal deu Micarla. Em Mossoró Fafa. São as
pedras principais do tabuleiro político para que já se
possa perguntar: e agora?
(Seu Comentário)
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