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"Ney Lopes é um dos melhores parlamentares do Brasil.   Quando entrego uma tarefa a ele fico de consciencia tranquila, porque sei do seu trabalho e de sua capacidade."  Disse o Senador José Agripino.
 
 
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A morte de um amigo PDF Imprimir E-mail
16-Abr-2010
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                Estando em São Paulo soube hoje cedo da morte prematura do amigo Marco Antonio Cavalcanti da Rocha. No início da semana tive notícia através do Dr. Ginani – seu concunhado –, que tivera um enfarte no domingo, quando visitava familiares em Brasília. Mesmo internado na UTI, não resistiu.

                Fomos colegas de jornalismo e no curso de Direito da Faculdade do Recife, cidade onde dividimos apartamento por mais de um ano. Diariamente, trabalhávamos na redação da emissora de Educação Rural em Natal e no jornal A ORDEM, ao lado de Marco Aurélio de Sá, Jardelino Lucena, Otomar Lopes Cardoso (falecido recentemente), o português Manoel Chaparro e outros colegas.

                Marco Antonio era um gentleman. Verdadeira enciclopédia humana. Com memória prodigiosa, ilustrava a notícia que redigia para os noticiários radiofônicos da Rádio Rural, com pinceladas históricas e literárias, numa demonstração diária de talento e conhecimentos. Na época, não existia Internet, nem fax. Ouvíamos rádios do Rio e SP e anotávamos as informações para redigir os textos dos noticiários.

                Em 1966, acertamos viajar à Paris para freqüentarmos um curso de sociologia, no Instituto IRFEDS, dirigido pelo padre Lebret, dominicano francês, que influenciou a nossa geração, por ter fundado o movimento “Economia e Humanismo”, de grande atualidade até os dias de hoje. Não pude concretizar o projeto. Marco, após concluir Direito em Recife, graduou-se em desenvolvimento no Instituto do padre Lebret e fez pós-graduação em Planejamento de Recursos Humanos pelo ILPES/CEPAL, em Santiago, Chile.

Tornou-se profissional altamente qualificado, tendo sido Diretor Executivo da Comissão Fulbright, professor da Universidade Federal Fluminense – UFF - e da UFRN, Secretário Substituto de Assuntos Internacionais do MEC, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRN, Secretário Municipal de Natal/RN, Coordenador Geral de Secretaria Estadual do RN, técnico da SUDENE e Jornalista.

                Recordo a expressão de Homero, de que os homens são como ondas: quando uma geração floresce, a outra declina.   A minha geração empobrece com a morte deste Amigo. Torna-se cada dia mais evidente a transitoriedade da vida. Todos nós caminhamos para a “curva da estrada”, de que fala Fernando Pessoa. Só que Marco deu a “curva” muito cedo e partiu. Ainda poderia ter dado grandes contribuições profissionais e humanas ao RN e ao Brasil. Que Deus o acolha na Eternidade!

  • Ney Lopes – Jornalista e ex-deputado federal
  Artigo publicado no O Jornal de Hoje
  16/04/2010 - Natal - Rio Grande do Norte
 
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© 2010 Ney Lopes
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